A questão pode ser evidenciada na foto abaixo:
Apoiado pela população, o traçado original, o que inclui a linha 4, interliga diversas áreas de modo que satisfaça a demanda da população em sua ida diária ao trabalho e haveria maior facilidade para alcançar a Zona Portuária, apoiando os fortes investimentos que estão sendo feitos para ser revitalizada; enquanto o projeto do governo consiste, basicamente, em apenas uma extensão da linha 1 pré existente, essa iniciativa geraria sobrecarga nos trens que passam pela Zona Sul, que, por sinal, já estão saturados.Com isso é realizado um projeto caríssimo e, ao invés de resolver o problema de transporte público no Rio de Janeiro, faria o contrário, iria torná-lo pior.
Aparentemente seria inexplicável insistir no traçado da primeira imagem, porém, para o traçado original, com a linha 4, seria necessário fazer um centro de manutenção para a linha e exigiria licitação - principal motivo para o repúdio do governo a essa opção.Em contrapartida o traçado defendido por eles não exige, por se tratar de um prolongamento feito por uma concessionária e a autorização já existir, as obras poderiam começar no instante que o traçado fosse aprovado.
A partir da situação exposta temos uma amostra do caráter antidemocrático do governo conduzido pelo governador Sergio Cabral, o prefeito Eduardo Paes e seus respectivos aliados, no qual as decisões que afetam toda a população são definidas de acordo com interesses de cunho pessoal em detrimento ao interesse da sociedade. Como resultado a toda essa polarização das decisões, a população sai com o ônus de obras caras, superfaturamento, dinheiro público sem servir a causa social e, principalmente,a consolidação dessa falsa democracia que destitui qualquer poder de participação política do povo.
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